O homem perante Deus

Muito se ouve falar sobre a necessidade de buscar a Deus, de aprender sobre Jesus Cristo e de crer no que Ele diz. Isso acontece porque Jesus mandou seus discípulos fazerem esse convite a todos e por toda a parte.

No entanto, a resposta de muitos a esse convite é a de que não possuem pecados e que levam uma vida honesta, imaginando que o pecado seja tão somente a prática de um ato extremamente nocivo. Porém ao pensar dessa forma, essa pessoa está cometendo outro pecado:

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1:8-10)

Em outros casos, os homens podem manifestar desinteresse pelo fato de gozarem uma vida relativamente confortável. Tranquilidade financeira, bens, saúde, um bom emprego, amigos influentes podem passar uma sensação de segurança capaz de desestimular o interesse por Deus, porque no fundo, ressoa o entendimento de que Deus deve ser buscado apenas nos momentos difíceis.

“Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.” (Mateus 19:23)

Por outro lado, se a riqueza pode atrapalhar, a pobreza extrema também carrega consigo os seus perigos. Embora as pessoas mais pobres possuam uma disposição maior para buscar a Deus, correm um risco maior de o fazer apenas no intuito de verem atendidas as suas necessidades materiais momentâneas.

O Senhor Jesus conhece os motivos pelos quais as pessoas o buscam, sabendo discernir quem se aproxima para adorar gratuitamente, sem outras intenções, e quem apenas deseja receber dele a sua bênção.

“Jesus respondeu-lhes e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.” (João 6:26)

Algumas pessoas podem até atender ao convite e se aproximar de Deus, porém com a equivocada postura de superioridade em relação aos demais. Essa postura também é condenada por Deus, como se observa na parábola do fariseu e do publicano:

“Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” (Lucas 18:10-14)

Os homens também podem desprezar o convite de Deus em virtude da rotina atarefada do dia, da construção de planos que não incluem a participação de Deus e do envolvimento profundo do homem com as coisas efêmeras inerentes ao mundo. Acerca disso, Jesus falou por meio de parábola:

“(…) Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Casei, e portanto não posso ir.” (Lucas 14:16-20)

Nenhuma das condutas acima está correta e se você conseguiu se enxergar em uma delas e já está arrependido por isso, esse já é um excelente primeiro passo.

A melhor maneira de a pessoa responder ao convite de Deus é confessando-o como Senhor de sua vida e aproximando-se com o sincero sentimento de arrependimento pelos pecados, sejam pequenos ou grandes, e com a inteira certeza de que o Senhor o(a) ama e quer perdoá-lo(a).

Aproximar-se de Deus pelo motivo certo, sem qualquer outro interesse a não ser o de adorá-lo e agradecê-lo pela grande oportunidade de estar na presença do Senhor Jesus Cristo, o Rei dos reis, é o mínimo que nós devemos fazer, ainda mais diante do grande sacrifício que o Senhor já fez por nós.

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