Posso perder a salvação?

Para começar, observemos as seguintes declarações do Senhor Jesus Cristo:

“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de MANEIRA NENHUMA o lançarei fora.” (João 6:37)

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e NUNCA hão de perecer, e NINGUÉM as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que TODOS; e NINGUÉM pode arrebatá-las da mão de meu Pai.” (João 10:27-29)

Se considerarmos apenas estas duas afirmações do Senhor Jesus Cristo, já podemos ter a certeza de que nenhum crente verdadeiramente salvo jamais poderá perder a salvação.

Existem na Bíblia passagens que falam sobre “eleição” e “predestinação” que também estão em conformidade com as afirmações do Senhor Jesus Cristo e com a impossibilidade de um crente salvo perder a salvação.

O crente foi eleito para a salvação desde a fundação do mundo (Efésios 1:4-5, Romanos 8:29-30). Como Deus seria capaz de cometer um erro tão grosseiro a ponto de ter elegido alguém para salvação desde o princípio dos tempos e mais tarde, durante o tempo de vida deste eleito, anular esta salvação?

Aliás, o próprio nome dos eleitos foi escrito no livro da vida desde a fundação do mundo, conforme podemos entender da leitura da referência abaixo, que fala daqueles que não foram eleitos desde a fundação do mundo:

“A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, ainda que é.” (Apocalipse 17:8)

Se desejar visualizar um estudo sobre esse assunto, Clique aqui.

O Deus das Escrituras Sagradas “não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” (Números 23:19)

Se alguém acredita na possibilidade da perda de salvação, então isso significa que essa pessoa não possui total confiança no sacrifício expiatório de Jesus Cristo (falta de fé), mas alguma confiança em si mesmo (obras). Porém a Palavra de Deus nos adverte:

“Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” (Jeremias 17:5)

Se não é o suficiente, observe o que disse o profeta Isaías:

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” (Isaías 64:6)

Não há menor dúvida de que a expressão “perder a salvação” é expressamente incompatível com a mensagem bíblica. Só existem duas situações possíveis: ou o crente é salvo ou ele nunca foi um salvo, mas somente aparentou ser. É o caso de Judas, o filho da perdição:

“Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o FILHO DA PERDIÇÃO, para que a Escritura se cumprisse.” (João 17:12)

Seria muita ingenuidade da nossa parte crer que nós nos “conservamos salvos” pelos nossos próprios esforços. Na passagem acima, verificamos claramente que quem nos guarda e garante a nossa salvação é o próprio Senhor Jesus. A todos aqueles que o Senhor guardou, o resultado foi este: “nenhum deles se perdeu”.

Judas não perdeu a salvação porque na verdade ele nunca a teve. Desde o início, ele já estava predestinado para ser o “filho da perdição”. Não faria sentido Deus incluir Judas na lista de salvos para depois excluí-lo mais tarde. Quando chamou Judas, Cristo já sabia que por ele seria traído.

Desde o início, Deus criou os vasos para a salvação e os vasos de ira. Estas coisas estão determinadas desde o tempo da fundação do mundo e não é agora que irão mudar.

Alguém pode achar Deus injusto, pelo fato de que é Ele quem escolhe o homem, e não o contrário.

A resposta para esse homem, Paulo ditou e Tércio (Rm 16:22) escreveu da seguinte forma:

“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para HONRA e outro para DESONRA? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os VASOS DA IRA, preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos VASOS DE MISERICÓRDIA, que para glória já dantes preparou, Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” (Romanos 9:20-24)

A passagem acima está em perfeita harmonia com esta outra:

“Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.” (Jeremias 18:4-6)

Embora seja impossível que um eleito perca a salvação, todavia este não está privado de perder algumas coisas, como: COMUNHÃO, GALARDÃO e a própria VIDA (morte física).

1 – A COMUNHÃO:

O que significa comunhão?

Comunhão tem origem na palavra grega Koinonia, que significa ter em comum, fazer em comum, companheirismo, relacionamento, participação.

O homem pode perder a comunhão com Deus por causa da prática de algum pecado.

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” (1 João 1:5-7)

Se alguém diz que tem comunhão com Deus, mas anda em trevas, essa pessoa está mentindo. Na verdade, ela não tem comunhão com Deus.

Quando o homem perde a comunhão com Deus, o resultado é este:

“Por estas coisas eu ando chorando; os meus olhos, os meus olhos se desfazem em águas; porque se afastou de mim o consolador que devia restaurar a minha alma; os meus filhos estão assolados, porque prevaleceu o inimigo.” (Lamentações 1:16)

O pecado ocasiona a perda de comunhão, e não a perda da salvação do crente que foi escolhido ainda antes da fundação do mundo.

As nossas iniquidades fazem separação entre nós e o nosso Deus; e os nossos pecados encobrem o seu rosto de nós, para que não nos ouça, conforme Isaías 59:2.

Comunhão é algo que se adquire com leitura da Palavra, vigilância, oração e em tudo isso devemos perseverar…

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” (Atos 2:42)

Todas as vezes que o homem peca, ainda que se trate do menor pecado, nesses momentos não há comunhão entre Deus e o homem, pelo simples fato de Deus ser absolutamente SANTO e não poder ser participante dos nossos atos pecaminosos.

É comum as igrejas imporem a perda de comunhão do crente que tenha caído em algum tipo de pecado, mas a comunhão é impossível entre o homem e Deus quando o homem pratica até mesmo o menor dos pecados, pois Deus não é companheiro do pecado.

Não devemos confundir perda de comunhão com perda de salvação, que são coisas muito distintas. Se tivessem sentido semelhante, nenhum de nós poderia crer no fato de sermos salvos, pois todos somos pecadores:

“Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1: 10)

A palavra só está em nós quando nós nos reconhecemos pecadores e temos a fé para salvação, quando nos julgamos incapazes de nos salvar pelos nossos próprios meios, mas apenas por intervenção divina, mediante o sacrifício de Cristo.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e ISTO NÃO VEM DE VÓS, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:8-10)

Se a palavra diz que a salvação não vem de nós, mas de Deus, e que aos homens é impossível salvarem-se a si mesmos (Mateus 19:25-26), acreditar que o homem pode perder a salvação não faz sentido.

Se o homem é capaz de “perder a salvação”, então deveremos concordar também com o fato de que se for salvo, isso será por merecimento.

Não faz sentido acreditar na perda de algo que Deus já concedeu desde a fundação do mundo:

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos ELEGEU NELE ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, Que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência; Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo;” (Efésios 1:3-12)

O Deus das Escrituras Sagradas ainda é aquele que disse ao profeta Jeremias:

“Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.” (Jeremias 1:12).

E a Moisés:

“Porém, o Senhor disse a Moisés: Teria sido encurtada a mão do Senhor? Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não.” (Números 11:23)

2 – O GALARDÃO:

Embora seja impossível um salvo perder a salvação, todavia o mesmo não se pode falar do galardão.

Existem diferentes tipos de galardão (Mateus 10:41), os quais serão concedidos também em diferentes medidas aos salvos (Lucas 6:23), ou até mesmo diminuídos ou perdidos completamente:

“Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão.” (2 João 1:8)

“A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” (1 Coríntios 3:13-15)

Dependendo da atitude do cristão, a obra que ele realizou na terra sofrerá detrimento, mas ainda assim o tal, por causa da promessa de Deus (e não do merecimento do homem), será salvo, conforme a Escritura.

3 – A VIDA:

Se o eleito insistir no erro, Deus poderá recolher essa vida para si, e isso pode acontecer de uma forma difícil para o crente. Observe o exemplo abaixo:

“Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem possua a mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação. Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus.” (1 Coríntios 5:1-5)

Nesse caso, o eleito seria entregue a Satanás para destruição da carne, pois “o salário do pecado é a morte”, mas para que o espírito fosse salvo no dia do Senhor.

Aqui cabe uma pergunta oportuna: Se nesse caso o espírito desse crente será salvo apenas no dia do Senhor, onde estará esse espírito até que esse dia chegue?

De qualquer forma, acerca deste mesmo irmão, que foi repreendido duramente por muitos, Paulo escreve uma nova orientação:

“Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos. De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza. Por isso vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.” (2 Coríntios 2:6-8)

A vida realmente pode ser ceifada por causa de pecado e prova disso é que o nosso corpo morre.

“Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24)

A princípio, Deus não criou o homem para que um dia fosse levado à sepultura. Uma das consequências pela desobediência de Adão e Eva é perda da imortalidade do corpo.

“Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:17)

A morte é o “salário do pecado” (Romanos 6:23). Por causa disso, todos um dia morreremos, mas se morrermos em Cristo, teremos os nossos corpos ressuscitados para serem incorruptíveis e imortais (1 Coríntios 15:51-53). Será o processo inverso ao que ocorreu no jardim do Éden.

No caso de Cristo, a morte jamais teve domínio sobre Ele, porque Ele jamais pecou. Por isso Ele escolheu morrer de forma voluntária para salvar a vida de todo aquele que não duvida dele. Também por isso, Ele foi capaz de ressuscitar, pois sem pecado algum, a morte não poderia ter domínio sobre Cristo.

Nós estamos sujeitos à morte, mas não podemos escolher a hora da nossa própria morte, a não ser que sejamos suicidas, o que não vem ao caso. Cristo não tinha pecado, mas podia entregar a vida dele na hora que Ele mesmo determinasse.

“Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.” (João 10:18)

Se Cristo não arrebatar a igreja, o nosso corpo morrerá por algum motivo, porque este é o nosso salário. Por isso, todos os crentes que morreram salvos no passado ainda têm o seu cadáver nessa terra, aguardando o toque da trombeta de Deus (1 Tessalonicenses 4:16), exceto alguns poucos homens citados na Bíblia (Enoque, Elias).

Um salvo pode perder a comunhão, o galardão e a vida, mas jamais a salvação. A responsabilidade pela dádiva da salvação não foi franqueada aos homens. É dom exclusivo de Deus!

O autêntico crente salvo será preservado e preparado por Deus até o fim para a salvação:

“O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 1:8)

“Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto” (Romanos 16:25)

“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus nos chamou à sua eterna glória, depois de havemos padecido um pouco, ELE MESMO vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça.” (1 Pedro 5:10)

Não há porque acreditarmos em nossos próprios méritos, mas sim nos de Deus, pois o resgate foi efetuado por Ele, e não por nós.

“E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;” (Apocalipse 5:9)

Quem acredita na possibilidade da perda de salvação inevitavelmente reconhece que o Senhor Jesus Cristo não é poderoso o suficiente para guardar o “patrimônio” que Ele adquiriu com o alto preço de seu próprio sangue: nossas vidas! Para a nossa sorte, Ele não pode ser roubado!

“E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.” (João 10:28)

Mas como lidar com as referências que aparentemente admitem a possibilidade da perda da salvação?

Como a Bíblia não entra em contradição, existe sempre alguma explicação para cada caso.

Para isso, é preciso examinar a Escritura Sagrada sob a ótica da imparcialidade, com a direção indispensável do Espírito de Deus.

Se utilizarmos a Bíblia para defender um posicionamento previamente estabelecido, nossa leitura já estará prejudicada por esta intenção. É necessário que nós sejamos alcançados pela verdade contida nas Escrituras, e não impor a nossa verdade aos textos bíblicos, sob o risco de incorrermos em eisegese.

Em cada leitura, observemos o contexto. Qual o momento histórico? A quem a palavra está dirigida? À igreja? Israel? Aos judeus que professam fé cristã? Aos gentios?

O trabalho de interpretação da Bíblia não é fácil e exige muita dedicação e horas de estudo, o que explica o fato de muitos manterem alguma distância do importantíssimo ministério da Palavra de Deus.

A Bíblia não pode ser considerada apenas pelo seu Velho e Novo Testamento. Para se compreender corretamente os ensinamentos, precisaremos de muito mais que isso.

O fato de um texto estar presente no Novo Testamento não o torna regra para a igreja. O simples fato de um texto constar no Velho Testamento não o torna inaplicável à igreja.

Para defender o mérito humano na salvação, as pessoas costumam distorcer algumas passagens ou aplicar algumas delas sem observar o seu contexto de forma correta.

Existem muitos versículos que mereceriam atenção destacada, mas para que o texto não fique ainda maior, vamos aos mais lembrados:

1 – “Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.” (Mateus 24:13)

Analise bem todo o texto do capítulo relacionado a esse fragmento e logo perceberá que o “será salvo” se refere ao permanecer vivo durante aquele período da grande tribulação ao qual o texto se refere. Em nada se confunde com o ser salvo para a glória, seja por meio da morte do corpo ou na ocasião do arrebatamento da igreja.

Mas vamos supor que não seja isso e que realmente o texto esteja se referindo à salvação para a glória e a eternidade com Deus. Ainda assim, considerando o que Jesus Cristo disse: “porque sem mim nada podeis fazer” (João 15:5), responda:

A quem deverá ser concedida a glória pela salvação? Aos homens que perseveraram ou a Deus que previamente preparou e concedeu graça para que os homens pudessem perseverar até o fim?

Como a glória pertence a Deus, a resposta correta nós já sabemos!

2 – “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.” (Hebreus 6:4-6)

A referência não está relacionada à reincidência na prática de algum pecado, mas sim aos judeus que professaram fé cristã e depois voltaram para o judaísmo. Lembre-se de que a carta foi dirigida aos “hebreus”. A carta está dirigida aos homens que declararam possuir fé cristã, mas apenas de boca, pois a confiança deles sempre esteve nas obras da lei, e não na graça e poder de Deus.

“Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.” (1 João 2:19)

Esses falsos cristãos judeus estavam infiltrados na igreja apenas para desviar os demais do verdadeiro caminho:

“Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento” (Atos 15:24)

Se o termo “recair” estivesse associado à reincidência de alguma prática pecaminosa, certamente se tornaria absurdo e insustentável o seguinte ensinamento de Jesus:

“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21,22)

Perceba que a Palavra de Deus não possui contradição alguma.

Pedro cometeu um gravíssimo pecado ao negar o Salvador com juramento. Mesmo assim ele nunca deixou de ser um escolhido de Deus, ao contrário de Judas. Prova disso é que logo Pedro se arrependeu do pecado, voltando a ter comunhão com Deus.

Mais tarde, Pedro voltou a pecar novamente, desta vez por agir com dissimulação, sendo achado digno de receber uma repreensão do apóstolo Paulo (Gálatas 2:11-16). Por causa disso, deveríamos crer que seria impossível Pedro ser renovado para arrependimento?

Não é essa a mensagem que Hebreus 6:4-6 quer transmitir, e nem muito menos sobre a possibilidade de perda de salvação. Ninguém pode perder algo que jamais possuiu e esse era o caso dos judeus que queriam se justificar pelas obras da lei, e não pela graça.

Esses hebreus “foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro”, mas recaíram para o judaísmo e para a lei. Se isso não bastasse, eles ainda queriam levar outros para esse outro caminho.

Você crê em salvação por merecimento? Se não crê nisso, ótimo! Se não acredita no seu merecimento, então o que justifica o fato de continuar acreditando que a sua salvação pode ser perdida?

Se você crer que a sua salvação pode ser roubada (e Cristo já disse que isso não é possível), então infelizmente você ainda não possui a fé genuína para a salvação, a que atribui ao sacrifício de Cristo verdadeiro valor e poder para o resgate da vida do pequeno homem e grande pecador.

Acerca desse mesmo assunto, o reverendo Augusto Nicodemos, que é pastor presbiteriano, também apresenta uma resposta bastante coerente e esclarecedora. O link para o vídeo foi copiado no final do estudo.

3 – “Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro.” (Êxodo 32:32,33)

A possibilidade de o nome ser riscado do livro da vida é, talvez, o maior e mais forte argumento para crer que a salvação pode ser perdida.

É condição indispensável para o salvo que o seu nome esteja escrito no livro da vida e isso é verdade indiscutível. Se a Palavra admite a possibilidade de o nome ser riscado, então chegamos à conclusão de que a pessoa pode mesmo perder a salvação.

Estaria a Palavra de Deus se contradizendo nesse ponto?

Se a Bíblia não possui contradição, então devemos analisar cuidadosamente o caso, e para isso será necessário observar outras referências que falam sobre o livro da vida.

No contexto de Êxodo 32, o povo se aparta do Deus verdadeiro para servir a imagem de um ídolo. Diante dessa situação, Moisés intercede por eles e pede a Deus que risque o seu próprio nome do “livro”. Em resposta Deus diz “aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro”.

A passagem se refere mesmo ao livro da vida? A qual pecado Deus se referiu? Considerando o fato de sermos pecadores, então o nosso nome é riscado e reescrito todos os dias, sempre que pecamos?

Seguramente o livro citado nessa referência não é o mesmo livro da vida que está nas mãos do Cordeiro de Deus (Apocalipse 21:27). Deste, é impossível que um nome seja riscado, como veremos a seguir, do contrário Cristo jamais poderia ter dito:

“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6:37)

Do livro que registra as pessoas vivas, realmente os nomes podem ser apagados, isso é um fato. É deste livro a que Moisés se refere, sugerindo a Deus que ele seja levado no lugar dos demais. Ter o nome riscado desse livro significa ter a sua vida interrompida, e isso pode muito bem acontecer por causa do pecado, “porque o salário do pecado é a morte (…)” (Romanos 6:23).

Também o rei Davi escreve sobre o “livro dos vivos” e sobre a possibilidade de o nome dele ser riscado:

“Sejam riscados do livro dos vivos, e não sejam inscritos com os justos.” (Salmos 69:28)

Não confundamos o “livro dos vivos”, citado por Moisés e Davi, com o “livro da vida”, citado em Apocalipse. Leia atentamente Salmos 69:28 e verifique a possibilidade de os homens terem os nomes “riscados do livro dos vivos” e de não serem “inscritos com os justos”. A passagem indica a existência de dois livros diferentes e a última parte do versículo aponta provavelmente para o livro da vida que está nas mãos do Cordeiro.

Analisemos a revelação de Cristo e o que Ele diz sobre o livro da vida:

“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.” (Apocalipse 3:5)

Jesus diz que somente os vencedores terão o direito de serem vestidos com vestes brancas e de jamais terem seus nomes riscados do livro da vida.

Numa rápida olhada, podemos pensar que um nome pode mesmo ser riscado do livro da vida.

Mas se considerarmos que essa vitória vem de Deus (e não de nós) e que Ele a concede a quem Ele quer, então o nosso entendimento tenderá a ser diferente, ainda mais se nos julgamos dependente de Deus e reconhecemos que sem Ele nada poderemos fazer, quanto mais VENCER!

“Mas graças a Deus que NOS DÁ A VITÓRIA por nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 15:57)

Se eu me julgo capaz de vencer por meus próprios méritos ou se me julgo salvo por causa de algumas boas obras que pratiquei no decorrer da minha vida, eu, na verdade, estou acreditando em salvação por meio das obras, e não pela fé.

“QUEM É QUE VENCE O MUNDO, senão aquele que CRÊ que Jesus é o Filho de Deus?” (1 João 5:5)

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, A NOSSA FÉ.” (1 João 5:4) [e não as nossas obras, merecimento)

A vitória vem de Deus, pela fé, que também vem de Deus.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto NÃO VEM DE VÓS, é dom de Deus.” (Efésios 2:8)

Em Apocalipse 3:5, Jesus Cristo está dizendo que o crente que vence (e a vitória só pode vir de Deus) jamais terá o nome riscado do livro da vida, o que é óbvio e isso está completamente em acordo com João 6:37.

Não faria sentido Deus escrever um nome no livro da vida, ainda na fundação do mundo, e depois riscá-lo, durante o período de vida do indivíduo, ou até mesmo reescrevê-lo. Isso só faria sentido se Deus não fosse suficientemente poderoso para garantir a salvação de seus eleitos, algo que já foi determinado há muito tempo, e se o futuro fosse para Ele desconhecido, o que o tornaria semelhante a nós mesmos.

4 – “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:21-23)

Essa passagem também costuma ser muito utilizada para defender a possibilidade da “perda da salvação”. Se não interpretarmos corretamente, seremos levados a crer que a salvação pode mesmo ser obtida pelas obras e por merecimento, o que tornaria sem sentido dizermos que seremos salvos pela graça, sem qualquer merecimento.

“Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.” (Romanos 11:6)

O tema central em Mateus 7:21-23 não é a salvação por mérito, mas a salvação dos “conhecidos”. Quando Jesus diz “nunca vos conheci”, isso não é porque aquelas pessoas estavam praticando iniquidade (porque todos pecam), mas pelo fato de elas não terem sido escolhidas para salvação desde o começo.

Mesmo os escolhidos também pecam e consequentemente praticam iniquidade. A diferença aqui é que os escolhidos são justificados, de acordo com a eleição da graça de Deus.

Abraão matou homens (Gênesis 14, Hebreus 7), sem uma ordem expressa de Deus; mentiu sobre Sara, dizendo ser ela sua irmã (embora fosse mesmo por parte de pai, Gn 20:12), e não sua esposa (Gênesis 20:2); deitou com mulher estranha (Gênesis 16:1-2), sem que este fosse o plano de Deus.

Sanção causou a morte dos filisteus e a própria (suicídio?), motivado apenas pelo sentimento de vingança pela perda de seus dois olhos (Juízes 16:28-30).

Davi cometeu inúmeros erros ao longo de sua vida. Planejou a morte de Urias para ficar com Bate-Seba, a esposa do heteu. No dia em que viu Bate-Seba se banhando, o rei deveria estar à frente do exército na batalha, conforme determinava a lei (Dt 20), mas preferiu ficar na casa real, o que lhe serviu de tropeço para desejar a mulher do próximo, que era formosa. Diante de Aquis, Davi fingiu ser louco, num teatro que incluía encenação para parecer louco (1 Samuel 21:10-15). Mais tarde, como se não bastasse, teve ainda a capacidade de se alistar no exército filisteu, o mesmo exército de onde saíra o gigante Golias (morto por Davi), para combater contra a própria nação (1 Samuel 28-1 a 1 Samuel 29:4).

Apesar de todos esses homens terem praticado o pecado (iniquidade), ainda assim, todos eles foram considerados heróis da fé (Hebreus 11). O segredo deles para vencerem foi a fé em Deus. Eles confiaram no Senhor, e não em suas próprias obras. Eles acreditaram no poder de Deus para salvar, e não em suas próprias capacidades, que é uma característica de quem acredita que pode perder a salvação.

Na mensagem, Jesus não se dirigiu aos crentes eleitos, que conheceu desde a fundação do mundo, os quais o próprio Senhor justificará (Romanos 8:33), lavará e santificará (1 Coríntios 6:11) e confirmará (1 Coríntios 1:8, Romanos 16:25, 1 Pedro 5:10), até o grande dia do encontro da igreja com o Noivo.

As pessoas a quem Jesus se refere em Mateus 7:21-23 jamais tiveram fé em Deus para salvação, mas antes confiaram em si mesmas, acreditaram nas próprias obras! Por isso irão dizer “profetizamos, expulsamos demônios, fizemos maravilhas!”. De fato, elas nunca compreenderam exatamente o significado da palavra “graça”. Essas pessoas pregaram um outro evangelho (salvação pelas obras), anulando a graça de Deus e a autoridade do sacrifício de Cristo.

Diante do Senhor, é inútil se justificar pelas obras. O correto é fazer como o pobre pecador crucificado no mesmo dia que o SENHOR (Lucas 24), que apenas se humilhou reconhecendo os seus pecados, demonstrando fé no Senhor Jesus Cristo e do publicano da parábola (Lucas 18), que desceu justificado para casa após ter clamado misericórdia a Deus por ser um pecador!

Deus conhece o homem, mesmo antes de seu nascimento. Também já determinou todas as coisas, muito antes de começarmos a existir:

“Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1:5)

Se alguém crê num Deus que depende do homem para salvar o homem, então essa pessoa não crê no Deus das Escrituras Sagradas, mas num Deus limitado. O Deus da Bíblia é o Deus que convence o homem do pecado (João 16:8), que muda o coração do homem (Ezequiel 36:26), que faz o homem como quer (Jeremias 18:6), cujos propósitos não podem ser impedidos (Jó 42:2), que tem a Palavra que não volta vazia (Isaías 55:11), que opera o querer e o efetuar (Filipenses 2:13), que tem absolutamente todo o poder e autoridade nos céus e na terra (Mateus 28:18) para executar toda a vontade DELE. É o Deus de quem nós dependemos para sermos salvos:

“Cura-me, Senhor, e sararei; salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor.” (Jeremias 17:14)

“Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso legislador; o Senhor é o nosso rei, ele nos salvará.” (Isaías 33:22)

“Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado. Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza, e o meu refúgio estão em Deus.” (Salmos 62:5-7)

Uma das piores iniquidades que o homem pode ter dentro de si é a falta de fé no Deus Todo-Poderoso. Sem fé, não há salvação. Sem fé, é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6).

Se a salvação pode ser perdida pelo crente salvo, isso significa que se formos salvos, Deus terá que dividir a glória pelo mérito na salvação com o próprio homem. Mas a glória de Deus não pode ser dividida com ninguém (Isaías 42:8)!

Cristo entregou a vida apenas pelos pecados que cometemos até conhecê-lo ou somente até um determinado momento das nossas vidas? O sangue de Cristo não é suficiente para nos perdoar dos pecados futuros?

O poder de resgate pelo sangue de Cristo diminui com o passar do tempo, permitindo que o crente eleito escolhido e salvo venha perder essa salvação em algum momento?

A resposta mais comum de quem não consegue encontrar argumentos bíblicos para rebater a impossibilidade de um salvo perder a salvação é esta:

“Você está querendo dizer que, se eu não posso perder a salvação, eu vou poder pecar à vontade?”

Se alguém é capaz de chegar a este raciocínio, aproveitar a condição de salvo e a impossibilidade de perder a salvação para pecar à vontade é porque certamente nunca foi salvo, e passou a vida toda procurando obedecer a Deus apenas por causa do medo da condenação, e não por gratidão e amor.

Para responder esse tipo de pergunta capciosa, Paulo escreveu:

“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6:1,2)

Escreveu ainda:

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Pois que? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum.” (Romanos 6:14,15)

O crente salvo e consciente de que a sua salvação é garantida pelo Senhor Jesus, e não pelos seus próprios méritos, não vive com medo e incerteza, mas goza de paz e esperança, porque sabe que pode contar com o Advogado que não perde causa.

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” (1 João 2:1)

Se alguém acredita que a salvação depende da própria fidelidade, essa pessoa está correta em dizer que poderá perdê-la. Mas quem acredita que a salvação é um presente de Deus, e bem sabemos que os dons (presentes) de Deus são sem arrependimento (Romanos 11:29), então esse tal pode regozijar no Senhor, porque a palavra “Evangelho”, que significa “boa notícia”, fez mesmo sentido para essa vida.

“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:38,39)

Nenhuma criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, o qual realizou a consumação de toda a sua obra, ainda na cruz do calvário.

Se hoje você consegue ter esperança de salvação somente após ter realizado alguma boa obra, então comece a se preocupar com isso, pois está longe de entender o significado da graça de Deus.

* Para ouvir a resposta do pastor Augusto Nicodemos, com explicação para Hebreus 6:4-6, Clique aqui.

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