Evangelizando no ônibus

Evangelismo no ônibus pode ser feito com folhetos ou por meio de pregação mesmo. Nesse último caso, deve ser observada a legislação do município. Além disso, por uma questão de educação, o pregador pode obter com o cobrador do ônibus uma autorização simbólica para pregar a Palavra.

Se o evangelismo ocorrer com folhetos, entregue apenas para as pessoas que estiverem com os olhos abertos. Olho fechado é um possível sinal de rejeição e de desinteresse, ainda mais se a pessoa estava com o olho aberto até você chegar perto.

Não insista quando alguém não quiser a mensagem e não dirija qualquer palavra para essa pessoa. Evite entregar folhetos se o ônibus estiver muito cheio. Nesse caso, espere esvaziar um pouco para começar a entregá-los.

Conheça a mensagem do folheto e não adquira qualquer tipo de folheto para a entrega, pois alguns têm uma mensagem confusa. Dê preferência aos que possuam uma mensagem de exortação ao arrependimento e salvação em Jesus Cristo.

Se o evangelismo ocorrer com pregação da Palavra de Deus, em primeiro lugar deverá escolher um local estratégico, para se posicionar e anunciar a Palavra. O pregador deve procurar os locais mais à frente e mais vazios. Após cumprimentar os passageiros, deverá informar o motivo de ter entrado no ônibus e em seguida já partir para a leitura da Palavra de Deus, informando o livro, capítulo e os versículos.

A mensagem precisa ser objetiva e, geralmente, não prolongada. Isso vai depender muito do tempo de viagem, se o ônibus é circular, intermunicipal, se as pessoas estão bem dispostas, etc.

O pregador deve falar com o tom de voz suficiente para alcançar as pessoas posicionadas mais distantes, mas sem falar exageradamente alto, para não prejudicar as que estiverem mais próximos.

Quando o ônibus se movimenta mais rapidamente, geralmente o ruído também aumenta. Se você conhece o trajeto, espere para começar a pregação após chegar a um ponto de congestionamento, pois assim, poderá poupar a sua voz e permitir que os passageiros ouçam a mensagem com mais facilidade.

A mensagem deve seguir os padrões já indicados no item “O que pregar?”. Pregue com educação, mansidão, temperança, sabedoria e seja verdadeiro o tempo todo. Não tenha receio de pregar o Evangelho de Cristo na íntegra, mas nunca emita juízos pessoais.

Ao final da mensagem, fazer o convite pela confissão por Jesus Cristo, citando Mateus 10:32-33 para isso.

Se houver alguma confissão, ore por essa pessoa, de onde está mesmo, porque não há recomendação bíblica para impor as mãos nas cabeças das pessoas de forma precipitada, mas pelo contrário (1 Timóteo 5:22).

Após a oração de apresentação dessa vida a Deus, pedindo o perdão de seus pecados e a inscrição do nome dessa pessoa no livro da vida, poderá sugerir aos presentes o cumprimento do Salmos 47, em agradecimento pela Palavra lida e pelas vidas alcançadas. O evangelista é o primeiro a aplaudir a Jesus, para mostrar que não está recebendo a glória no lugar de Deus, porque na verdade a honra pertence somente ao SENHOR.

Para finalizar, peça a Deus que abençoe a cada vida de cada um e agradeça a todos pela atenção. Entregue folhetos, livretos ou Bíblias para os alcançados pela Palavra, dando honras e glória a Deus por tudo.

É importante que o evangelista possua algum material para entregar aos novos cristãos. Caso deseje um, poderá fazer o download da “Cartilha do novo convertido”, disponível no menu “Estudos bíblicos” desse site.

Não peça dinheiro e não aceite receber dinheiro de alguém, a não ser que não tenha renda fixa e viva apenas para pregar o Evangelho de Cristo. Nesse caso, não seja insistente. Peça uma vez só, sem determinar um valor e diga para a honra e glória de Deus que vive apenas para fazer a obra do Senhor. No final, ore por todos, e não somente pelos que colaboraram.

A grande maioria dos pregadores de ônibus e de rua que pude ouvir não trouxeram a mensagem de arrependimento dos pecados, mas tão somente mensagens sobre bênçãos e favores de Deus. Curiosamente todos eles pediram algum dinheiro depois que acabaram de pregar. Seria isso apenas uma coincidência? Será que o desejo de arrecadar algum dinheiro teria de alguma forma influenciado na mensagem anunciada?

Agora procure imaginar o profeta Jeremias pregando benção e prosperidade ao povo, para assim ficar mais fácil de ganhar alguns presentes… Isso não aconteceu!

Jeremias anunciou a dura verdade que o povo de Israel e o rei não queriam ouvir. Por causa disso, o homem de Deus até preso foi (Jeremias 32:1-5).

Evangelismo não é profissão e nem fonte de renda. A regra é trabalhar para não ser pesado aos demais. Quem não pede dinheiro após a pregação também não corre o risco de prejudicar ainda mais a já manchada imagem da igreja, por causa da ganância dos pastores, apóstolos, bispos, reverendos, obreiros (etc) que enriqueceram à custa da fé alheia.

“Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus.” (1 Tessalonicenses 2:9)

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