Israel atinge alvos em Gaza em meio a foguetes do Hamas

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Associated Press e Al Jazeera tinham escritórios em edifício bombardeado neste sábado (15); pessoas foram avisadas e saíram antes de prédio ser atingido

Denise Odorissi, da CNN em Londres 15 de maio de 2021 às 09:10 | Atualizado 15 de maio de 2021 às 11:49

A tensão na Faixa de Gaza se intensificou nesta sexta-feira (14-05-21). Israel atingiu novos alvos em meio ao lançamento de foguetes contra cidades israelenses pelo Hamas. 

Um dos últimos ataques promovidos por Israel em Gaza atingiu um prédio de doze andares que abrigava residências e escritórios de mídia, incluindo o da agência Associated Press e o da emissora Al Jazeera. O dono do prédio foi avisado horas antes e os trabalhadores tiveram tempo de sair.

Após o ataque aéreo, o edifício desabou. O exército de Israel confirmou o bombardeio dizendo que a inteligência do Hamas operava no edifício.

A Federação Internacional de Jornalistas vem condenando nos últimos dias os ataques a essas construções mistas de residências e escritórios de mídia que colocam em risco a vida e o trabalho dos correspondentes internacionais.

Autoridades médicas de Gaza afirmam que a ação israelense já matou, neste sábado (15), pelo menos, doze palestinos no enclave. Entre as vítimas estão uma mulher e seus quatro filhos. Eles tiveram a casa em que viviam, em um campo de refugiados, atingida. O exército de Israel alega que atingiu alvos usados pelo Hamas, militantes palestinos.

Do outro lado, o Hamas continua lançando foguetes contra Israel – foram cerca de 200 foguetes desde a noite de sexta-feira (14). Um deles atingiu um prédio que abrigava residências na cidade de Berseba. A imprensa israelense relatou que algumas pessoas ficaram feridas. Um prédio também foi atingido Ramat Gan, na periferia de Tel Aviv.

Pelo menos 136 pessoas foram mortas em Gaza desde o início das hostilidades na segunda-feira (10 de maio), incluindo 34 crianças e 21 mulheres, com outras 950 feridas, disseram médicos palestinos.

Israel registrou oito mortos, incluindo um soldado na fronteira de Gaza e seis civis, dois deles crianças.

Palestinos em Ramallah, na Cisjordânia, protestaram na sexta contra Israel no aniversário da Nakba, ou ‘catástrofe’, quando cerca de 70 mil palestinos fugiram ou foram expulsos de suas casas na guerra que levou a fundação de Israel em 1948.

*Com Reuters

(Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2021/05/15/israel-atinge-alvos-em-gaza-em-meio-a-foguetes-do-hamas)

ANÁLISE DA NOTÍCIA

Diante do atual cenário envolvendo Israel e os terroristas do Hamas (maio/21), os quais são financiados pelo Irã para travarem uma guerra por procuração, povos de muitas nações focam as suas atenções naquele conflito, por vezes, manifestando-se a favor ou contra um determinado lado.

Protestos estão ocorrendo na França a favor do lado palestino, apesar de proibição imposta por aquele país. Na Turquia, o apoio aos palestinos é aberto. China e Rússia se posicionam contra ataques de Israel. Presidente dos EUA, Biden, diz que Israel tem o direito de se defender e o do Brasil, Bolsonaro, diz que ataques a Israel são injustificáveis.

Entretanto, conforme o mapa a seguir, Israel (em vermelho) está cercado por nações árabes e muçulmanas, inimigas declaradas ou potencialmente ofensivas, fato que justifica os altíssimos investimentos em suas forças armadas.

Israel, embora já tenha demonstrado historicamente interesse em promover a paz, sabe que se algum dia demonstrar fraqueza perante o mundo árabe, no dia seguinte deixará de existir.

Certa vez, Golda Meir, a Primeira-Ministra de Israel disse: “Se os palestinos baixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses baixarem as armas, não haverá mais Israel”. Ela disse também: “Acredito que teremos paz com os nossos vizinhos, mas estou certa de que ninguém fará paz com um Israel fraco. Se Israel não for forte, não haverá paz”.

Sem contar as guerras antigas, desde os tempos de Moisés, considerando apenas as que iniciaram após o renascimento de Israel em 14 de maio de 1948, Israel já esteve envolvido em mais de 10 guerras e conflitos importantes, tendo um deles tendo iniciado em apenas 24 horas após o seu ressurgimento como nação.

Não há na atualidade outra nação que tenha tantos inimigos como Israel, ainda que esse país não busque a guerra. Com seu pequeno território, com área equivalente a do estado de Sergipe, não tendo para onde recuar, Israel não tem outra alternativa a não ser lutar.

Em uma outra ocasião, Golda Meir disse ainda: “Eu sempre repeti que em nossas guerras contra os árabes tínhamos uma arma secreta: a falta de alternativa”

Por causa dessa falta de opção, Israel lutará com todas as suas forças, o que faz daquele país um adversário muito difícil de abater, exatamente como ensinou Sun Tzu, em seu livro: A Arte da Guerra:

“Numa batalha, não encurrale o inimigo. Deixe sempre uma saída. Senão, não restará outra alternativa a não ser lutar pela própria vida. Então, cada soldado inimigo valerá por dez dos seus.”

Mas a longo prazo, o que acontecerá com Israel? O que dizem as Escrituras Sagradas acerca daquele país?

As Escrituras alertam para o momento em que todas as nações do mundo serão influenciadas por demônios (Apocalipse 16:14), a fim de se reunirem para a batalha contra Israel, “no lugar que em hebreu se chama Armagedom”. (Apocalipse 16:16).

Num cenário em que a implantação de uma Nova Ordem Mundial se torna cada vez mais real e próxima, é cada vez mais evidente a possibilidade do cumprimento de tal profecia.

Abro um parênteses para esclarecer que a batalha do Armagedon (referente a lugar) não se confunde com a batalha que envolverá Gogue e Magogue (referente a nações), a qual se dará apenas ao término do milênio, conforme Apocalipse 20:7-8.

O resultado da batalha no Armagedon será à volta de Cristo, a vitória de Israel e o início do reinado milenar do Messias.

O arrebatamento da igreja ocorre ante o toque da última trombeta, a qual anuncia que os reinos do mundo vieram a pertencer ao Senhor Jesus, nos termos combinados da 1ª carta aos Coríntios 15:51-54 com Apocalipse 11:15.

Os textos de Zacarias 12 e Zacarias 14 trazem detalhes sobre o conflito entre o mundo e Israel e seu desfecho. Leia-os.

Como curiosidade, além das informações sobre o desfecho da guerra, antecipo que irá encontrar em Zacarias 12:10 a preciosa informação sobre as mãos transpassadas do Messias, em clara referência à morte do Senhor Jesus Cristo na cruz, estando isso revelado há aproximadamente 500 anos antes do Messias vir ao mundo, data provável em que o livro de Zacarias foi escrito.

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