Publicidade patrocinada em conteúdos relacionados a Deus

Tenho um blog na internet ou mesmo um canal no Youtube para expor conteúdo cristão e relacionado a Deus. Posso ganhar dinheiro com isso?

Da mesma forma que não é possível manter comércio relacionado à atividade de culto ou no próprio espaço de culto a Deus (Mateus 21:12), igualmente não é possível obter lucros mediante a exposição de conteúdos relacionados à fé.

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:24)

Quando a pessoa tem um site com publicidade ou um vídeo no Youtube e vende um espaço para publicidade, ela começa a ganhar dinheiro com as visualizações e com os cliques efetuados nesses anúncios e isso pode motivá-la a manter o seu espaço na internet sempre atualizado com novos conteúdos. Nesse caso, ela estaria servindo a Deus ou a Mamom, isto é, a Deus ou ao dinheiro?

A publicidade está presente até mesmo em vídeos que foram publicados no Youtube com o objetivo único de combater o comércio que é realizado em nome da fé. Nesse caso concreto, apesar da incoerência grave, encontrei apenas uma crítica ao canal por praticar aquilo que condena, ou seja, por realizar comércio em nome da fé.

Veja o comentário: “Canal com propaganda para o dono receber $ em troca das mensagens de D’us. Também é ganhar dinheiro com o evangelho ( fazer comércio).”

De acordo com a Bíblia Sagrada, as coisas pertencentes a Deus não podem ser negociadas:

“Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:8)

A lista acima não é exaustiva. Ao dizer de graça dai, isso significa que Deus está proibindo a cobrança ou lucro à pessoa que exerça qualquer tipo de atividade para o Senhor Jesus ou em nome do Senhor Jesus, incluindo aí disseminar conteúdo relacionado à fé cristã pela internet.

Alguém pode dizer que existem custos para manter um site ativo na internet. Sim, isso é verdade! Mas os custos são muito pequenos e não justificam a necessidade de dispor espaço para publicidade que, eventualmente, pode trazer até mesmo conteúdos inapropriados.

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