A recompensa de Jesus

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:44)

Não há outro que tenha sido tão provado, mas tão aprovado com tanto louvor e perfeição quanto o próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Ele é o Bom Pastor que vai atrás da ovelha perdida, mesmo que para isso tenha que enfrentar uma forte tempestade andando por sobre as águas. Apesar disso, Jesus foi abandonado por todos os discípulos no lugar chamado Getsêmani (Mateus 26:56) e depois negado por Pedro, quando jurou não conhecê-lo (Mateus 26:72).

Jesus Cristo pregou liberdade aos cativos e pôs em liberdade os oprimidos, mas isso lhe custou a própria liberdade, quando foi preso e maniatado pela coorte, tribuno e servos dos judeus (João 18:12).

Apesar de nunca ter pecado, ou de nunca ter saído engano ou mentira de sua boca, Jesus foi considerado um réu blasfemo e perigoso demais para continuar apenas preso. Ele deveria ser morto.

Sem nunca ter afligido a alguém, Jesus foi escarnecido (Lucas 23:63, Marcos 15:31). Ele deu vista aos cegos e audição aos surdos, porém foi ferido no rosto (Lucas 22:64). Ele livrou uma mulher de ser apedrejada, mas não livrou a si mesmo de ser açoitado e castigado, porque sabia que o seu sofrimento traria a salvação para muitos.

Jesus Cristo recusou ser feito rei pelos homens (João 6:15), porque o seu reino não é deste mundo (João 18:36). Pela força, porém, ainda que Ele não resistisse, vestiram o seu corpo já castigado pelos açoites e pontapés com uma roupa de púrpura, puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça e uma cana em sua mão para depois dizerem: “Salve, Rei dos judeus” (Marcos 15:18).

O SENHOR, que até então havia caminhado muito para fazer tão somente o bem, caminhou com grande dor, entregando suor e sangue pelo caminho, levando ainda um madeiro pesado por sobre as costas surradas, rumo a sua própria crucificação.

Por ter curado muitas vidas, Ele enfermou e foi moído (Isaías 53:4-5). Ele estancou o sangue de uma mulher que sofria com hemorragia, mas o seu próprio sangue deixou escorrer, até que depois disso viesse apenas a água (João 19:34). Verdadeiramente Ele poupou a todos, mas não poupou a si mesmo, em demonstração de amor inigualável e jamais vista antes ou depois.

“Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:6-8)

Jesus começou o seu ministério de uma forma difícil e o terminou de uma forma ainda pior. Quando veio ao mundo, que Ele mesmo criou, já não havia lugar para Ele (foi posto em uma manjedoura – fora da estalagem). Ao concluir a sua missão, foi humilhado pelos homens e alcançou a esperada e imerecida morte de cruz – fora da cidade.

O inferno fez de tudo para que Jesus Cristo descesse da cruz naquele dia, mas Ele perseverou até o fim, suportando a dor e as afrontas do povo. Mesmo enquanto zombavam dele dizendo “desce daí se tu és o Filho de Deus!” Ele intercedia a favor dos pecadores.

Depois de enfrentar tudo isso, o Senhor Jesus obteve a sua merecida recompensa: Ele ressuscitou, está vivo pelos séculos dos séculos e será o Rei dos reis por toda a eternidade.

Ele é o grão de trigo que caiu na terra e que morreu dando muito fruto. Mas porque está vivo, Ele pode, nesse exato momento, contemplar o resultado de todo o seu grande esforço: eu, você e todos aqueles que crerem.

“Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.” (Isaías 53:11-12)

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:9-11)

Um dia, o veremos face a face e o conheceremos, não mais em parte, mas como somos conhecidos. Quem sabe nesse dia, poderemos passar pela mesma e indelével experiência do nosso irmão e apóstolo João, que já está com o Senhor:

“E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.” (Apocalipse 1:17-18)

“Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.” (Judas 1:25)


Deus seja louvado e glorificado eternamente!
É permitida a reprodução e disponibilização desse conteúdo
www.evangelismo.blog.br

Evangelismo.blog.br: Porque evangelizar é necessário