Pensando na dificuldade de acompanhar e discipular pessoas que tenham confessado o Senhor Jesus Cristo diante dos homens (isso após uma pregação num ônibus, rodoviárias, etc), desenvolvi esse material para presentear essas pessoas, para que pudessem ter uma boa introdução a fé cristã e não ficassem tão confusas na hora de escolher uma congregação para fazer parte.

Nem todo o agrupamento de pessoas que supostamente está reunido para adorar a Deus é uma congregação (igreja) sadia, apta a receber novos membros. Mesmo no passado, isso já era comum:

"Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;" (Atos 20:29)

A cartilha contém muitas referências bíblicas e foi criada com o mais profundo respeito às Escrituras Sagradas e ao amado(a) leitor, a fim de que disponha de um conteúdo saudável, livre de heresias e doutrinas de engano.

Apesar de ter sido dirigido ao novo convertido, o conteúdo abaixo poderá ser muito importante também para quem já segue a Jesus Cristo por mais tempo.

Cartilha do Novo Convertido

Parabéns pela decisão correta

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.” (João 6:47)

Ao crer e receber ao Senhor Jesus, você foi transformado em filho de Deus:

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;” (João 1:12)

Com arrependimento sincero e confissão diante dos homens, os anjos de Deus se alegram lá na glória! Veja:

“Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lucas 15:10)

A partir da agora, o seu nome passa a constar no livro da vida do Cordeiro de Deus (Apocalipse 21:27), que é o Senhor Jesus Cristo, o qual entregou a própria vida na cruz por nós pecadores, e depois ressuscitou ao terceiro dia. O nome escrito no Livro da Vida é como um passaporte para entrar na cidade santa de Deus.

Deus te deu um grande tesouro!

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” (2 Coríntios 4:7)

Trata-se do Espírito Santo, que habita na vida dos escolhidos de Deus (1 Coríntios 6:19) por misericórdia, porque a nossa fé está no Senhor Jesus (Gálatas 3:14, Efésios 1:13). O Espírito Santo é o responsável por convencer o homem do pecado, da verdade e do juízo (João 16:8). Sem o Espírito Santo, o homem não poderia crer na Palavra de Deus e muito menos se arrepender pelos pecados.

O Espírito Santo nos ajuda nas nossas fraquezas e intercede por nós (Romanos 8:26). Ele também é responsável por nos guiar pela verdade (João 16: 13), a fim de que não fiquemos no erro! As Escrituras Sagradas nos dizem que quem não tem o Espírito de Cristo, esse tal não pertence a Deus (Romanos 8:9), pois o Espírito é o penhor para a nossa salvação (Efésios 1:14).

Por amor, devemos cuidar para não entristecer o Espírito Santo que nos foi dado (Efésios 4:30). Quando pecamos, entristecemos a Deus (Efésios 4:26-30) e isso se reflete em nossa vida espiritual de forma negativa. Se pecarmos, devemos confessar o pecado a Deus e abandonar a prática pecaminosa, a fim de alcançarmos misericórdia (Provérbios 28:13), lembrando sempre que o Senhor é rico em perdoar (Salmos 86:5)!

O que fazer a partir de agora?

“O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.” (Provérbios 16:9)

Quando o Senhor Jesus nos chama, é comum surgirem algumas dúvidas e uma certa ansiedade acerca do que deve ser feito, porém devemos confiar em Deus, pois Ele já fez o que era necessário, dando a própria vida em nosso resgate! O seu plano de salvação está consumado e é irrevogável.

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” (João 19:30)

Em João 3:3, está escrito que o homem não pode ver o reino de Deus se não nascer de novo. Esse novo nascimento não depende do homem, mas da vontade de Deus. Acredite que tua vida está nas mãos do SENHOR e confie NELE.

“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6:37)

Você já faz parte do corpo de Cristo!

A igreja é o corpo de Cristo (1 Coríntios 12:27), ou seja, o grupo de todas as pessoas que creem que Jesus é o Filho de Deus, morto na cruz por causa dos nossos pecados (Isaías 53:5, 1 Coríntios 15:3), mas ressuscitado ao terceiro dia (Mateus 20:19, 1 Coríntios 15:4).

A igreja de Jesus Cristo não tem placa ou nome próprio. No entanto, as congregações (ajuntamento de pessoas), pelo menos grande parte delas no Brasil e no mundo, passaram a utilizar nomes específicos para se identificarem e se distinguirem das demais, em razão dos usos e costumes adotados por aquele grupo.

Além disso, no Brasil, o Código Civil, em seus Art. 44, IV, e Art. 46, I, disciplina acerca da necessidade de haver o devido registro das organizações religiosas, embora bem saibamos que não estejamos falando de religião, mas sim da fé no Cristo de Deus.

Cada denominação tem as suas particularidades, mas independentemente das pequenas diferenças nos usos e costumes adotados por elas, desde que não interfiram na importante doutrina da salvação, todas as pessoas que nelas se reúnem devem ter os mesmos propósitos: adorar somente a Deus, pregar o arrependimento aos homens e a salvação por meio do Senhor Jesus Cristo, nosso Deus e Pai.

Existem irmãos em Cristo que se reúnem regularmente em ambientes residenciais, chácaras, ou onde puderem se ajuntar. O que realmente importa é que essas pessoas estejam reunidas em nome do Senhor Jesus Cristo (Mateus 18:20), conforme ensina a Palavra de Deus.

Em alguns países, devido à perseguição religiosa, os cristãos não podem se reunir em locais públicos e abertos, como ocorre no Brasil, mas somente escondidos. Isso é o que acontece atualmente na Coréia do Norte, China, Índia, Faixa de Gaza e Síria, etc.

Devemos congregar

“LOUVAI ao Senhor. Louvarei ao Senhor de todo o coração, na assembleia dos justos e na congregação.” (Salmos 111:1)

O próprio Senhor Jesus Cristo informou que onde estiverem dois ou três reunidos em nome dEle, ali Ele estaria também (Mateus 18:20). Em Atos 1:13-14 está escrito que os apóstolos perseveraram unidos em oração, juntamente com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos. Observe estas outras referências:

"Ajuntai-vos, e vinde, todos os gentios em redor, e congregai-vos. O SENHOR, faze descer ali os teus fortes;" (Joel 3:11)

“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.” (Hebreus 10:25-26)

Onde congregar?

Peça para Deus te direcionar, porém vou deixar algumas dicas importantes:

Congregue em lugares onde Jesus Cristo é ensinado como sendo o próprio Deus (Isaías 9:6, Isaías 40:9-11, Apocalipse 1:8). Se Cristo é ensinado de outra forma, cuidado. Em algumas igrejas, ensina-se que há um só Deus, divido em três pessoas reais e distintas, dotadas de personalidade própria, mas perfeitamente unidas e iguais. Essa definição é bonita, porém incorreta. A doutrina da trindade está equivocada porque a Palavra é muito clara ao dizer que há apenas um só DEUS (1 Timóteo 2:5, Isaías 45:18;21, Deuteronômio 6:4).

Pai, Filho e Espírito Santo são as formas como o único e verdadeiro Deus se revelou ao homem. Pai na criação, Filho na redenção e Espírito Santo na consolação e regeneração do ser humano. O corpo carnal de Cristo foi elevado ao céu (Atos 1:8-10), porém Ele enviou o seu Espírito para habitar na vida dos escolhidos e para dirigir a sua obra na Terra (Atos 1:8, 15:28, 16:7). Por isso Ele disse: “não vos deixarei órfãos”. Aliás, apenas um pai pode deixar um filho órfão, e não o contrário. No caso de Jesus, Ele jamais nos deixou órfãos. Jesus é, sem dúvida, nosso Pai (João 14:8-9).

O Espírito Santo também pode ser chamado de Espírito de Jesus (Atos 16:7), Espírito de Deus ou Espírito de Cristo (Romanos 8:9). Jesus disse que estaria com seus discípulos até a consumação dos séculos e realmente está, por meio de seu Espírito.

Ao entrar em uma igreja, verifique qual o tema principal da pregação. O pregador deve ensinar a Palavra dando ênfase ao arrependimento pelos pecados, a busca pela santificação, sem a qual ninguém verá o SENHOR (Hebreus 12:14), e a vinda do Senhor Jesus Cristo.

Os falsos doutores e amantes do dinheiro dão muita ênfase à vida material e à prosperidade financeira, prometem bênçãos em troca de ofertas, mas o evangelho de Cristo não tem o objetivo de enriquecer as pessoas materialmente (Marcos 10:21, Lucas 9:3, Mateus 6:19-20, Lucas 12:15), mas sim o de salvar as vidas que perecem no engano.

Acerca dos mercadores da fé, foi escrito:

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (2 Pedro 2:3)

Damos graças a Deus, porém, por ainda existirem servos fiéis, pessoas simples e honestas que trabalham na obra do Senhor Jesus Cristo por amor e com temor!

Seja batizado em nome de Jesus!

Na congregação, solicite imediatamente o seu batismo nas águas. Deus exige do crente, como condição para ser batizado, apenas fé, arrependimento e vontade. Em síntese, o interessado deve estar arrependido pelo fato de que, por causa de todos os pecados cometidos, um inocente sofreu em seu lugar, e crer que esse justo, o Senhor Jesus Cristo, após a morte na cruz, ressuscitou ao terceiro dia, sendo Ele só o único capaz de salvar as pessoas da condenação do inferno, porque Ele é Deus.

Satisfeitos os requisitos, não há porque adiar esse procedimento, que é uma ordem de Deus (Marcos 16:15-16). Na Bíblia, o batismo mais demorado foi o de Saulo (Atos 9:9-18), o qual ocorreu depois de apenas três dias após o encontro com Jesus. Todos os demais foram batizados imediatamente após a pregação da Palavra de Deus.

O batismo deve ser realizado por imersão (ser coberto pela água) e em nome do Senhor Jesus Cristo, conforme o procedimento adotado pelos apóstolos do Senhor Jesus (Atos 2:38, 8:16; 10:48, 19:5, 22:16).

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;” (Atos 2:38)

Infelizmente alguns homens estão usurpando o lugar de Deus e não batizando pessoas, por entender que ainda não estão preparadas para tal experiência. A decisão pelo batismo é pessoal, assim como a responsabilidade por essa escolha. Esse mesmo princípio se aplica aos que participam da santa ceia, quando diz: “cada um examine-se a si mesmo, antes de tomá-la”. A quem batiza, basta apenas realizá-lo, sem opor resistência ao interessado. Errado é batizar alguém que não tem a menor consciência do que está fazendo.

Leia a Bíblia!

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;” (João 5:39-40)

É importante que tenhamos o hábito de ler a Bíblia, porque o conhecimento da verdade liberta (João 8:32) e santifica nossas vidas (1 Timóteo 4:5).

A Palavra de Deus é um alimento essencial para a nossa vida espiritual:

“Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mateus 4:4-5)

A Palavra de Deus nos ajuda a andar no caminho da verdade e da justiça (Josué 1:7-8), iluminando o nosso caminho, afim de que não andemos em trevas!

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Salmos 119:105)

Devemos confiar na Palavra de Deus!

“Quem teme ao homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro.” (Provérbios 29:25)

Quando alguém ensinar algo, confira na Bíblia para verificar se está correto, como faziam os de Bereia (Atos 17:10-12).

Por exemplo, se alguém disser que o homem reencarna sucessivas vezes, não concorde, pois está escrito na Palavra de Deus que aos homens está ordenado a morrerem apenas uma vez, ocasião em que se seguirá o juízo (Hebreus 9:27, Lucas 16:19-31). Além disso, a Palavra proíbe a consulta a mortos e a espíritos adivinhadores (por leitura de mãos, búzios, cartas, água, etc), conforme Deuteronômio 18:10-12, Isaías 8:19, Levítico 20:27.

Se afirmarem que Jesus Cristo não ressuscitou em carne e osso, mas apenas em espírito, como pensam as Testemunhas de Jeová, não se engane. A Bíblia nos mostra em várias passagens que o corpo de Jesus Cristo ressuscitou (Apocalipse 1:18, Lucas 24:5, 1 Coríntios 15:14), inclusive com as marcas dos ferimentos (Lucas 24:39). O Senhor Jesus Cristo está vivo e continua libertando e transformando vidas até hoje!

Não repita uma mesma oração várias vezes, pensando que será ouvido. As Escrituras nos dizem que isso será inútil (Mateus 6:7). Não adianta repetir várias vezes algumas palavras arranjadas, que não se harmonizam com a sua real necessidade (Lucas 18:41). Além disso, conforme escrito em João 15:16, a sua oração deve ser sempre dirigida ao Pai, e feita em nome de Jesus Cristo. Se se dirigir para qualquer outro nome, como Maria, Pedro ou João, estará desobedecendo à Palavra de Deus. Doutrinas como a do purgatório, imaculada conceição estão incorretas e o uso de imagens de escultura no culto irritam a Deus (Êxodo 20:4).

Se quiserem convencê-lo de que a salvação depende de o crente conseguir guardar o sábado, ou guardar qualquer outro dia, discorde. A Bíblia informa que o Senhor Jesus Cristo morreu em vão para aqueles que se justificam pelo cumprimento das obras da lei (Gálatas 2:21). O apóstolo Paulo repreendeu os gálatas por guardarem dias, meses e anos (Gálatas 4:10). Até o Senhor Jesus foi perseguido por ter quebrantado o sábado (João 9:16). Jesus permitiu que seus discípulos colhessem espigas, ordenou que homens curados por Ele carregassem suas camas, o que era proibido num dia de sábado, e foi muito criticado pelos religiosos da época. Todos os dias são do SENHOR.

Jamais acredite na existência de Deuses, conforme escrito em Abraão 4:1 (dos mórmons). Esse livro não existe na Bíblia Sagrada, que é absolutamente contrária a tal heresia, porque Deus é um só (1 Timóteo 2:5, Isaías 46:9, 1 Reis 8:60, Deuteronômio 6:4). O “Outro Evangelho de Jesus Cristo” é um livro fraudulento, e Joseph Smith, um falso profeta já desmascarado, devido ao não cumprimento de suas inúmeras profecias. Batismo pelos mortos e salvação por meio das obras são algumas das doutrinas equivocadas deste grupo, que nega a expiação obtida por Cristo ao afirmar que “não há salvação sem aceitação do testemunho de Joseph Smith” (Doutrinas de Salvação”, Vol. 1, edição 1987 – p. 206; Joseph Fielding Smith; Editora Bookcraft).

Com a ajuda do Espírito Santo, não somos enganados. Existem muitas outras seitas ensinando heresias aos homens, mas nós temos a Palavra de Deus como única e infalível revelação do Senhor (Provérbios 30:5; Gálatas 1:8-9).

“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.” (1 Coríntios 11:19)

Peça a Deus entendimento nas Escrituras Sagradas (Lucas 24:45), sabedoria e inteligência espiritual (Colossenses 1:9), pois Ele concede e não lança em rosto (Tiago 1:5). O conhecimento será acrescentado em sua vida, à medida que você o buscar!

O mundo está cheio de armadilhas, mas os que confiam em Deus não serão confundidos! Acredite e confie na Palavra de Deus!

A Bíblia e o dízimo

O dízimo, de acordo com as Escrituras Sagradas, era anual (Neemias 10:35), dos frutos do campo (Levítico 27:30) e poderia também ser comido pelo próprio dizimista (Deuteronômio 14:22-26).

Em lugar algum nas Escrituras Sagradas encontramos pessoas devolvendo “dízimos em dinheiro”, como acontece atualmente. Depois que foi instituído por Deus, o dízimo sempre esteve associado a cereais e rebanhos, ou seja, a frutos da terra.

O dinheiro existe há muito tempo e aparece na Bíblia em referências como Gênesis 17:12, Deuteronômio 14:25, Êxodo 12-44, Números 3:49, 1 Reis 21:2. Apesar disso, o povo deveria seguir as ordens de Deus e dizimar apenas dos rebanhos e cereais (Deuteronômio 14:22, Levítico 27:30, Êxodo 34:2; 26, 1 Samuel 8:17). Por isso, o dinheiro não aparece na relação de itens dizimados pelos fariseus e escribas:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas.” (Mateus 23:23)

Não era costume nem procedimento da igreja primitiva cobrar dízimos dos crentes, muito menos em dinheiro. Ao observarmos Atos 2:44, verificamos que todos eles possuíam as coisas em comum. Em Atos 4, a partir do versículo 32, verificamos que os membros da igreja vendiam suas herdades e depositavam aos pés dos apóstolos. Estes, por sua vez, repartiam entre todos, inclusive os membros, segundo a necessidade de cada um. Não havia, portanto, a orientação para a devolução de dízimos e tampouco que esses dízimos fossem oferecidos em dinheiro.

Em Deuteronômio 14:22-16, constatamos que Deus não aceitaria a prata no lugar do dízimo, ou seja, o dinheiro no lugar dos frutos da terra, mas permitiria, por causa de uma longa distância, a troca do dízimo por prata, por ser fácil de transportar, mas com a condição de o dizimista (homem do campo), já no local indicado por Deus, comprar o que quiser para ali “comer do seu dízimo” e se alegrar na presença do Senhor Deus, o nosso mantenedor.

Todo o contexto do capítulo 3 do livro de Malaquias é destinado à nação de Israel (Malaquias 3:7;9). Não há como harmonizar a promessa de abundância encontrada naquele livro com as palavras de Jesus Cristo, quando disse “Não ajunteis tesouros na terra (...)”, ou ainda “não possuais ouro, nem prata (...)”.

Não há mais a maldição do devorador (uma espécie de gafanhoto, e não demônio, como alguns pensam) ou qualquer outra, pois Cristo as aniquilou, fazendo-se maldição por nós, conforme Gálatas 3:13.

Nas Cartas aos Coríntios, estão definidas as regras para quem vai colaborar com a obra de Deus. A escolha da contribuição é de foro íntimo, ou seja, decisão pessoal (2 Coríntios 9:7), conforme a renda (1 Coríntios 16:2), liberal (2 Coríntios 9:5) e, por mais incrível que pareça, dentro das possibilidades financeiras (2 Coríntios 8:12), a fim de que não se sobrecarregue financeiramente (2 Coríntios 8:13).

Para se reunirem, as congregações precisam arcar com algumas despesas, como aluguel, água, luz, limpeza, auxílio aos pastores, caso se dediquem integralmente para a obra. Caso possuam algum ofício, poderão copiar o exemplo de Paulo, que construía tendas (Atos 18:3), e optar por não sobrecarregar a igreja (2 Coríntios 12:14). Esse mesmo benefício se estende a todos os irmãos, caso enfrentem alguma dificuldade na área financeira, ocasionada por um motivo involuntário (2 Co 8:15).

Na Bíblia, não encontramos produtores rurais dizimando seus frutos da terra durante o período da igreja primitiva (livro de Atos em diante). Depois que o templo de Jerusalém foi destruído no ano 70 d.C. pelo imperador Tito, de Roma, nem mesmo os judeus legalistas puderam mais dizimar. O “dízimo em dinheiro” foi inventado no século V, pela igreja Católica, embora essa prática tenha adquirido força somente a partir do século VII.

No Brasil, é fácil encontrar uma congregação que inclua entre os seus ensinamentos o pagamento de dízimos em dinheiro (copiando o exemplo da Igreja Católica), MAS ISSO NÃO É MOTIVO PARA NÃO CONGREGAR.

Persevere na presença do Senhor!

“E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações” (Apocalipse 2:26)

Não importa qual a dificuldade esteja enfrentando, jamais desista do Senhor Jesus Cristo. Ainda que você passe pelo vale da sombra da morte (Salmos 23:4), Ele estará contigo todos os dias (Mateus 28:20). Jesus disse que no mundo teríamos aflições (João 16:33), mas disse também para termos bom ânimo, porque Ele já venceu o mundo!

“Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós já temos crido e bem sabemos que tu és o Santo de Deus.” (João 6:67-69)

Considerações finais.

Lembre-se de que a nossa libertação e o nosso aperfeiçoamento vem de Deus, e não de nós mesmos! Portanto peça a Deus que continue transformando a sua vida.

“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá.” (1 Pedro 5:10)

Sua vida pertence ao Senhor Jesus Cristo, o seu Salvador! Ainda que alguém de sua família fique contra você por causa disso, seja fiel a Jesus, pois Ele disse:

“Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.” (Mateus 10:37)

Você tem um compromisso com Deus! Lembre-se de que você o confessou diante dos homens. Por causa disso, também Cristo já te confessou diante dos seus anjos (Mateus 10:32).

Continue aprendendo mais do Senhor Jesus, que é manso e humilde de coração.

Jesus Cristo é digno de honra e glória!

Jesus disse em uma ocasião: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:44)

Não conheço outro que tenha sido provado tão duramente, mas, ainda assim, aprovado com tanto louvor e perfeição da mesma forma que o Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Jesus Cristo jamais abandonou alguém, mesmo que para isso precisasse enfrentar uma forte tempestade andando por sobre as águas. Mesmo assim, foi deixado por todos os discípulos no lugar chamado Getsêmani (Mateus 26:56) e um pouco mais tarde negado por Pedro, quando jurou não conhecê-lo (Mateus 26:72).

Jesus Cristo veio para pregar liberdade aos cativos, pôr em liberdade os oprimidos, mas isso custou a sua própria liberdade, quando foi preso e maniatado pela coorte, tribuno e servos dos judeus (João 18:12). Para se ter uma ideia, uma coorte era composta por aproximadamente 500 homens.

Apesar de nunca ter pecado, ou de nunca ter saído engano ou mentira de sua boca, Jesus foi considerado um réu blasfemo e perigoso demais para continuar apenas preso. Ele deveria ser morto.

Sem nunca ter afligido a alguém, Jesus foi escarnecido (Lucas 23:63, Marcos 15:31). Ele deu vista aos cegos e audição aos surdos, porém foi ferido no rosto (Lucas 22:64). Ele livrou uma mulher de ser apedrejada, mas não livrou a si próprio de ser açoitado e castigado, porque convinha cumprir as Escrituras.

Jesus Cristo recusou ser feito rei pelos homens (João 6:15), porque o seu reino não é deste mundo (João 18:36). Pela força, porém, ainda que Ele não resistisse, vestiram o seu corpo já castigado pelos açoites e pontapés com uma roupa de púrpura, puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça e uma cana em sua mão e depois disseram: “Salve, Rei dos judeus”.

O SENHOR, que até então havia caminhado muito para fazer tão somente o bem, agora caminhava derramando o seu suor e sangue, levando ainda um madeiro pesado por sobre as costas surradas, rumo a sua própria crucificação.

Por ter curado muitas vidas e até ter interrompido o fluxo de sangue de uma mulher que padecia com hemorragia há doze anos (Marcos 5:25), Ele enfermou e foi moído (Isaías 53:4-5) até que seu próprio sangue se esgotasse, vindo após isso a água. Ele

poupou a todos, mas não poupou a si mesmo, em demonstração de amor nunca vista antes ou depois dEle.

Aquele que é possuidor de todas as coisas, de toda a riqueza, de toda a glória, de todo o poderio e de todo o louvor abdicou de tudo isso, de todo o conforto, para suportar em si mesmo dor e sofrimento cruéis.

“Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:6-8)

Jesus começou o seu ministério de uma forma difícil e terminou de uma forma ainda pior. Quando veio ao mundo, o qual Ele mesmo criou, já não havia lugar para Ele e por isso foi posto em uma manjedoura fora da estalagem. Ao terminar o seu ministério terreno, foi humilhado pelos homens e alcançou a esperada e imerecida morte de cruz, fora da cidade.

O inferno fez de tudo para que Jesus Cristo descesse da cruz naquele dia, mas Ele perseverou até o fim, doando a própria vida, para dar vida aos que estavam mortos no pecado. Mesmo enquanto zombavam dele dizendo “desce daí se tu és o Filho de Deus!” Ele intercedia a favor dos pecadores. Ele é o grão de trigo que caiu na terra e que morreu dando muito fruto.

Depois de tudo isso, dessa demonstração de amor soberano e inigualável, Jesus obteve a sua merecida vitória e recompensa: Ele ressuscitou, está vivo pelos séculos dos séculos e será Rei dos reis por toda a eternidade. Porque está vivo, Ele pode, nesse exato momento, contemplar o resultado de todo o seu esforço: eu, você e todos aqueles que crerem.

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:9-11)

Um dia, o veremos face a face e o conheceremos, não mais em parte, mas como somos conhecidos. Quem sabe nesse dia, poderemos passar pela mesma e indelével experiência do nosso irmão e apóstolo João, que já descansa na glória:

“E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.” (Apocalipse 1:17-18)

Fiel é o que nos chamou.

Amém.


Deus seja louvado e glorificado eternamente!
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